Emprego no Setor
Emprego na construção civil cresce 8% no ano e bate recorde, segundo Sinduscon

A construção civil aumentou em 8,07% o número de trabalhadores na atividade em todo o país no acumulado até julho deste ano. Segundo pesquisa divulgada hoje (13) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), no período foram contratados 228,2 mil trabalhadores.
Em julho foram 31,7 mil admissões, um crescimento de 1,05%. No total, o setor emprega 3,075 milhões de pessoas, um recorde, de acordo com o Sinduscon.
A Região Norte teve a maior expansão percentual, com o aumento de 3,68% em julho, o que significa a abertura de 6,5 mil postos de trabalho. O Sudeste apresentou o maior crescimento nominal, com a contratação de 14 mil trabalhadores naquele mês, aumento de 0,9%.
De acordo com a pesquisa feita em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), ocorreram em todo o estado de São Paulo 7 mil admissões em julho e 52 mil no ano, crescimento de 0,88% e 6,95%, respectivamente. Na capital paulista, foram 2,7 mil contratações em julho, aumento de 0,75%.
Fonte: Jornal do Brasil - Economia
Agencia Brasil - Daniel Mello
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Otimismo
CNI: 85% das empresas de construção são otimistas com Copa
A indústria da construção está otimista com os possíveis os efeitos gerados pela Copa do Mundo de 2014, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira. De acordo com o estudo, 85% das empresas afirmam que a competição esportiva trará impactos positivos às indústrias do setor. Apenas 7% acreditam que não sofreram impactos, enquanto 8% esperam impacto negativo com o evento.
"Uma razão para as empresas acreditarem em resultados negativos é a preocupação com o alto custo do material e o efeito da mão de obra desqualificada. Não consigo pensar em outra razão para a não confiança com um evento tão grande", afirmou Renato Fonseca, gerente executivo de pesquisas da CNI.
Entre as empresas que estão confiantes, 18% afirmam já estar percebendo efeitos positivos com os trabalhos para a Copa do Mundo. Outras 17% esperam perceber esse efeito ainda em 2011, enquanto 65% acreditam que vão perceber a influência da Copa do Mundo nos negócios entre 2012 e 2014.
A pesquisa também levantou quais negócios serão mais beneficiados com a Copa. Entre os empresários confiantes com o evento, os que acreditam em aumento nas obras e serviços somam 95%. A diversificação de produtos ou atividades, a maior visibilidade da empresa e disponibilidade de tecnologias, com 86% das respotas, também estão entre as apostas dos empresários. Os empresários tinham opção de escolher mais de uma alternativa na resposta desta pesquisa.
No comparativo por porte, 100% das grandes empresas acreditam que a Copa do Mundo será benéfica à construção civil. Entre os pequenos empresários, 81% estão confiantes com o evento, ante 12% que esperam consequências negativas, e 7%, cujas expectativas é de que não haverá impacto.
"O efeito final será positivo principalmente para as empresas que conseguirem absorver novas tecnologias. Elas irão crescer dentro do mercado brasileiro, divulgar seu trabalho e talvez até conseguir explorar mais mercados", concluiu Fonseca.
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Crescimento
Sinduscon: construção civil crescerá até 5% em 5 anos
O setor da construção civil vai registrar taxas de crescimento anual de 4,5% a 5% nos próximos cinco anos. A estimativa é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe. A previsão foi feita durante o evento Business Round Up - Perspectivas 2012, realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo.
Pelo fato de a construção ser um investimento de longo prazo, o setor continuará carregando parte dos contratos de 2011 e, na avaliação do executivo, a crise na Europa não irá afetar o crescimento da construção. Em 2011, o setor deve registrar uma expansão de 5%. "A atual crise, fundamentada basicamente na Grécia, não deve gerar uma catástrofe na União Europeia. Esperamos um cenário menos ruim do que uma década perdida nos Estados Unidos", disse Watanabe, para quem a economia norte-americana deverá melhorar seus indicadores.
Para o próximo ano, o presidente do Sinduscon vê como risco para o setor a escassez de mão de obra. Em sua avaliação, a construção civil passa por uma situação de pleno emprego. Enquanto a taxa geral de desemprego está rodando entre 6% e 6,5% no País, no setor de construção ela está em 3%, segundo Watanabe. Só de janeiro a agosto, o setor contratou 9% a mais do que em igual período do ano passado. Este desempenho, diz ele, deverá ser mantido em 2012.
"Todo esse crescimento vertiginoso trouxe um problema para a construção civil, que será obrigada a mudar a gestão dos negócios e ser mais intensiva em tecnologia porque a mão de obra, mesmo sendo de baixa qualificação, está escassa", afirmou o executivo.
Para ele, o setor deverá continuar se expandindo nos próximos anos como consequência do aumento da renda da população e de ações federais como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Esperamos que o PAC e o Minha Casa, Minha Vida tenham continuidade nos próximos governos", disse.
Fonte: Agencia Estado - Extraído do Diário ABC
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