Prorrogação do IPI
Governo prorroga isenção de IPI para material de construção até dezembro
O ministro Guido Mantega anunciou nesta quinta-feira a prorrogação do desconto do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para material de construção até 31 de dezembro. A desoneração valeria até final de junho.
De acordo com ministro, a medida é justificada pela forte concentração de encomendas de itens desse setor devido à proximidade do fim da isenção.
Mantega afirmou ainda que essa pressão vem elevando os preços de material de construção. "Existe esse problema. Como a isenção acaba em junho, há uma grande concentração de pedidos no período atual. A compra de material é mais planejada e pode levar mais tempo".
Ele destacou que este é o único incentivo que será mantido até o final do ano. Mantega ressaltou que acredita que a medida vai incentivar os investimentos no setor e que considera os produtos mais um bem de capital do que de consumo.
A medida está em vigor desde abril do ano passado e a maioria dos itens teve a alíquota zerada. Assim como os benefícios para automóveis, eletrodomésticos e móveis, a desoneração para materiais de construção foi uma forma de incentivar o consumo interno e e estimular a produção em meio à crise econômica.
Segundo a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), em fevereiro, o faturamento total deflacionado das vendas internas dos materiais de construção cresceu 19,01% em relação a fevereiro de 2009.
O resultado acumulado no primeiro bimestre deste ano apresentou crescimento de 16,31% em relação a igual período de 2009. Na comparação com o mês de janeiro deste ano, houve queda de 4,15%. Nos últimos 12 meses houve queda de 7,68%.
Veja como ficaram as alíquotas de IPI com a desoneração:
Cimentos brancos, mesmo corados artificialmente - IPI: zero
Cimento comum - IPI: zero
Tintas à base de polímeros acrílicos ou vinílicos - IPI: zero
Vernizes à base de polímeros acrílicos ou vinílicos - IPI: zero
À base de politetrafluoretileno - IPI: zero
Vernizes - IPI: zero
Mástique de vidraceiro, cimentos de resina e outros mástiques - IPI: 2%
Indutos utilizados em pintura - IPI: 2%
Aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos - IPI: 5%
Argamassas e concretos, não refratários - IPI: zero
Banheiras, boxes para chuveiros, pias e lavatórios de plástico - IPI: zero
Assentos e tampas, de sanitários de plástico - IPI: zero
Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês, sanitários, caixas de descarga, mictórios e aparelhos fixos semelhantes para usos sanitários, de porcelana ou cerâmica; - IPI: zero
Grades e redes de aço, não-revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada - IPI: zero
Outras grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada - IPI: zero
Pias e lavatórios, de aços inoxidáveis - IPI: zero
Outras fechaduras; ferrolhos - IPI: zero
Dobradiças de qualquer tipo (incluídos os gonzos e as charneiras) - IPI: zero
Outras guarnições, ferragens e artigos semelhantes para construções - IPI: 5%
Válvulas para escoamento - IPI: zero
Disjuntores - IPI: 10%
Chuveiro elétrico - IPI: zero
Misturas betuminosas à base de asfalto ou de betume naturais, de betume de petróleo, de alcatrão mineral ou de breu de alcatrão mineral (por exemplo, mástiques betuminosos e cut-backs). - IPI: zero
Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, não vidrados nem esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas e artigos semelhantes, para mosaicos, não vidrados nem esmaltados, de cerâmica, mesmo com suporte IPI: zero
Ladrilhos e placas (lajes) para pavimentação ou revestimento, vidrados ou esmaltados, de cerâmica - IPI: zero
Cadeados - IPI: zero
Válvulas tipo gaveta - IPI: zero
Telhas em aço galvanizado - IPI: : zero
Leia Mais>>
|
|
Otimismo para 2010
Construção civil mantém otimismo para 2010
De olho no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), a ser anunciado ao fim deste mês, que ampliará obras de infraestrutura em geral e o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", os empresários da construção civil seguem com percepção bastante otimista sobre o aumento da atividade em 2010.
De acordo com a Sondagem da Construção Civil, novo indicador que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) passou a divulgar, mensalmente este ano, o indicador de expectativa para os próximos seis meses situou-se em 68,4 pontos em fevereiro. Embora tenha apresentado ligeiro recuo ante os 70,6% da média de janeiro deste ano, o índice se encontra bem acima dos 50 pontos, linha divisória para as percepções negativas e positivas.
De acordo com pesquisa feita pela CNI, as grandes empresas reduziram o entusiasmo demonstrado em janeiro – a expectativa no primeiro mês do ano foi 78,8 pontos e passou para 70,1 pontos em fevereiro. Entre os proprietários das pequenas e médias construtoras, o otimismo cresceu. Nas pequenas, o indicador subiu de 63,2 pontos para 65 pontos e nas médias, de 69,3 pontos para 69,5 pontos.
Realizado entre os dias 1º e 24 de fevereiro com 335 empresas (192 pequenas, 106 médias e 37 grandes), o levantamento captou também o desempenho da construção civil em janeiro. O nível de atividade nas grandes empresas da indústria da construção civil apresentou "estabilidade elevada" em janeiro, com 0,5 ponto acima da linha divisória de desempenho, que é de 50 pontos, Em dezembro a atividade havia alcançado 53,7 pontos.
Para o economista da CNI responsável pela sondagem, Renato da Fonseca, "a estabilidade se deu em patamar elevado" , pois acima dos 50 pontos "denota que o nível de atividade em janeiro está próximo ao usual para o mês." Com relação às pequenas empresas, a atividade efetiva no mês de janeiro "denota que está próxima do usual para o mês", de acordo com o documento. Os empresários do setor estão "bastante otimistas, mesmo com a verificação de redução no índice de expectativa do nível de atividade", conforme a CNI.
A pesquisa constatou "alto otimismo" dos empresários, em relação a novos empreendimentos e à execução de serviços nos próximos meses. As previsões de compra de matérias-primas também foram elevadas. O desempenho efetivo de fevereiro será divulgado no fim deste mês.
Fonte: Valor Econômico
Leia Mais>>
|
|
Norte e Nordeste
Pelo IBGE: Bahia e Pará tiveram os maiores ganhos de participação na indústria
As regiões Norte e Nordeste foram as que mais cresceram em relação ao número de obras e pessoas empregadas na construção civil entre os anos de 1996 e 2005.
Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (23) pelo IBGE, a participação dos estados do Norte no percentual de pessoas empregadas dobrou no período (de 3,3% para 6,6%). Em relação ao número de construções, o resultado é mais que o dobro (de 3,2% para 7,4%).
Em compensação, o Sudeste perdeu participação. Em 1996, os estados da região eram responsáveis por quase dois terços das construções realizadas (65,7%). Em 2005, essa participação caiu para 55,2%. Em relação ao pessoal ocupado a tendência foi a mesma (de 62,3% para 53,6%).
SP e Rio: menores perdas
Entre os estados, Bahia e Pará tiveram os maiores ganhos de participação na indústria da construção tanto em relação ao pessoal ocupado quanto nas construções executadas. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro registraram as maiores variações negativas. São Paulo reduziu sua participação no total construído de 39,7% para 30,4%.
“O recuo do Sudeste foi acompanhado pela ampliação das demais regiões, sendo que o aumento mais expressivo ocorreu no norte, onde as construções executadas e o pessoal ocupado apresentaram alta”, diz o IBGE.
Na região Norte, sobressaiu-se o Pará, seguido pelo Amazonas e por Tocantins. “Nos dois primeiros casos, a economia vem sendo impulsionada pela crescente industrialização. No Tocantins, a expansão da atividade de construção pode estar associada às necessidades de urbanização”, diz o IBGE.
A região Nordeste teve o segundo maior incremento de participação na construção: de 16,8% para 19,8% das obras e de 13,2% para 16,2% em relação ao pessoal ocupado. O destaque foi a Bahia, “onde vêm sendo adotadas políticas de incentivos à instalação de empresas de grande porte”, segundo a pesquisa.
Leia Mais>>
|